No mês de agosto, Goiás registrou o segundo maior número de trabalhadores resgatados em condição análoga à escravidão, de acordo com informações do Ministério Público do Trabalho (MPT). Foram realizados 125 resgates no estado, perdendo apenas para o estado vizinho, Minas Gerais. Esses trabalhadores estavam envolvidos em atividades como o plantio de batata, corte de cana-de-açúcar, carvoaria e produção de cerâmica, sendo vítimas de condições de trabalho degradantes e jornadas exaustivas. Em uma fábrica de cerâmica de Jataí 19 trabalhadores foram flagrados em condições de escravidão moderna (Divulgação/MPT-GO) Os resgates foram realizados durante a Operação Resgate III, uma força-tarefa composta pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Federal (PF). Durante a ação diversas irregularidades, incluindo jornadas exaustivas, falta de equipamentos de proteção individual, alojamentos superlotados, alimentação insuficiente, ausência de instalações sanitárias adequadas e mais. Em alguns casos, os empregadores não forneciam alojamentos e os trabalhadores eram forçados a alugar casas e comprar móveis e utensílios por conta própria.