Mais de 20 anos depois da reforma psiquiátrica, Goiás ainda conta com apenas 38 leitos de saúde mental em hospitais gerais, considerados como ideais. A quantidade de leitos em hospitais psiquiátricos é quase 14 vezes maior, com 524 vagas. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), já foi iniciado o repasse de uma contrapartida estadual para estimular os municípios a abrirem mais leitos de saúde mental. A pasta também promove a abertura de vagas em unidades próprias, além de realizar a capacitação da rede de urgência. Esta é a segunda de uma série de quatro reportagens preparadas pelo POPULAR para o mês da luta antimanicomial, celebrado em maio. O número de leitos de saúde mental em hospitais gerais varia de acordo com o tamanho da população de cada município, com quantitativo ideal de um leito a cada 23 mil habitantes, e o porte das unidades de saúde. Entretanto, a gerente de Saúde Mental da SES-GO, Nathália dos Santos Silva, concorda que a quantidade atual é insuficiente. Para se ter ideia, um plano de ação traçado pelo poder público para a Raps de Goiás em 2015, aponta a necessidade de se atingir um quantitativo de 274 leitos de saúde mental em hospitais gerais. “Estamos revendo essa estimativa levando em conta a realidade atual. O número pode aumentar ou diminuir”, pondera Nathália.