Cerca de 4,5 mil pessoas aguardavam a inclusão no sistema de monitoramento eletrônica em Goiás, em junho, segundo apuração do Ministério Público de Goiás (MP-GO), que classifica o cenário como uma “demanda reprimida”. No entanto, o número não significa necessariamente falta física de equipamentos, mas problemas na operação e ativação do sistema. A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) afirmou que não há déficit para o regime semiaberto, mas admite que outras situações podem ter fila, com espera média de 30 dias. O Grupo de Atuação Especial no Controle Externo da Atividade Policial, na Segurança Pública e no Sistema Prisional (Gaesp) do MPGO, que monitora os dados, afirmou que a situação envolve a capacidade de ativação das tornozeleiras, a organização da demanda e limitações operacionais. O Gaesp ainda consolida os dados e não informou quantas pessoas na fila são condenadas, presas provisórias ou submetidas a outras medidas judiciais. O levantamento mostra ainda que 9.941 dos 10 mil equipamentos contratados estavam ativos.