Goiás foi a segunda unidade da federação com maior redução nos homicídios estimados em uma década. O número caiu de 2,9 mil registros em 2014 para 1,4 mil em 2024, queda de 51,5%, atrás apenas do Distrito Federal (-62,1%). No Brasil, a redução registrada foi de 22,6%. Apesar da queda nos homicídios, os dados do Atlas da Violência 2026 também apontam crescimento dos homicídios ocultos em Goiás, que aumentaram 66,7% no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nesta terça-feira (26). Os homicídios estimados são fruto de um cálculo baseado nos homicídios registrados, que são aqueles oficialmente contabilizados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a fim de mensurar a violência letal intencional. Em contraste, as chamadas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) ocorrem quando o poder público não consegue identificar se o óbito foi resultado de homicídio, suicídio ou acidente. Para corrigir essa distorção, o Atlas da Violência utiliza o conceito de homicídio oculto, que consiste em estimar, por meio de inteligência artificial, quais desses óbitos indeterminados foram, na verdade, assassinatos. A partir disso, chega-se ao número de homicídios estimados.