-VIDEO_OPERACAO_PANDA (1.3457297) Um grupo empresarial do setor atacadista e varejista de doces, artigos de festas e tecidos, investigado por acumular um passivo tributário de mais de R$ 743,5 milhões, utilizava uma complexa rede de holdings e empresas de participação para blindar o patrimônio e travar as ações de cobrança do Estado. A estrutura clandestina foi detalhada pela Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) e pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) após a Operação Panda Reverso, realizada nesta quinta-feira (17). Segundo o procurador do Estado Ian Pedro de Alvarenga Ferreira, a transferência do patrimônio gerado pela atividade comercial para essas holdings e para pessoas físicas era o principal entrave para a recuperação dos recursos aos cofres públicos. Conforme a investigação, essas empresas não tinham atividade operacional nos endereços declarados e eram registradas em nome de parentes próximos e "laranjas". Porém, o controle efetivo e as movimentações financeiras permaneciam centralizados nos chefes do esquema por meio de procurações públicas.