A Justiça arquivou o inquérito incompleto da Polícia Civil sobre a morte de Lázaro Barbosa de Souza, criminoso que ficou conhecido em junho de 2021 após ter conseguido escapar por 20 dias de um cerco policial na região de Cocalzinho de Goiás. Lázaro foi morto no dia 28 daquele mês em abordagem feita por policiais militares em uma mata na periferia de Águas Lindas de Goiás. O pedido de arquivamento foi feito pelo promotor Esli Pereira Gomes Júnior, da 7ª Promotoria de Justiça de Águas Lindas de Goiás, sob alegação de que a Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) já havia investigado a morte e concluído pelo arquivamento da investigação. O argumento de Esli é que o próprio MP-GO, por meio do Grupo de Atuação Especial no Controle Externo da Atividade Policial e na Segurança Pública (Gaesp), ao analisar o conteúdo do inquérito da Polícia Militar (IPM) em fevereiro de 2024, concluiu que os policiais militares agiram em legítima defesa e, portanto, aquele processo devia ser arquivado. Existe um entendimento jurídico de que mortes de civis em abordagens policiais cabe à Justiça comum e não à Militar e que não teria como, então, investigações deste tipo de crime serem conduzidas pela PM-GO. Entretanto, neste caso, o Gaesp abordou apenas a questão da competência do julgamento e não da investigação.