Após o diagnóstico da filha Valentina, aos 2 anos e meio, a professora Sandra Paro passou a estudar o TEA e a buscar formas de contribuir para o desenvolvimento da menina (Arquivo pessoal / Sandra Paro) Diante das necessidades da filha dentro de casa, a professora Sandra Paro, mãe de Valentina, diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos dois anos e meio, uniu-se ao marido, o profissional de tecnologia Vinícius Reis, para transformar uma dificuldade enfrentada durante o acompanhamento terapêutico em uma solução tecnológica. O objetivo do casal foi desenvolver uma ferramenta de registro de dados e geração automática de gráficos e relatórios, para agilizar a consulta de informações pelos profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes. O projeto deu origem à ABA+, que completa oito anos e expande sua atuação com softwares, conteúdos e recursos voltados a profissionais, famílias, escolas e outras áreas ligadas ao desenvolvimento humano e à neurodiversidade. “A gente fala em ecossistema de soluções porque elas não são somente para os terapeutas, para as clínicas. Elas têm que ser para as famílias, para as escolas, elas têm que ser para toda a sociedade”, explicou Sandra Paro.