O Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo) estuda mudar o modelo de contrato dos médicos pediatras que atuam nas unidades de pronto atendimento. A proposta é o instituto deixar de ser responsável pelo pagamento dos salários, transferindo essa atribuição para a NovaClínica, empresa que responde pela gestão operacional dos estabelecimentos onde o Ipasgo presta atendimento de urgência pediátrica. A mudança ainda não ocorreu e está em processo de negociação entre o Ipasgo e a NovaClínica. Contudo, os médicos credenciados temem redução salarial e uma consequente saída em massa de especialistas, o que poderia afetar, segundo eles, a qualidade do serviço prestado pelo instituto ao usuário. Eles formaram uma comissão que tem tentado barrar a alteração. Um médico credenciado que não quis se identificar disse ao POPULAR que a NovaClínica informou aos profissionais que não consegue manter o padrão salarial pago pelo Ipasgo hoje. Segundo ele, os valores poderiam cair pela metade. Hoje, eles recebem um salário base, que varia de acordo com o horário que atendem, além de R$ 100 por paciente. A empresa teria proposto pagar R$ 90 por paciente, sem o valor base. Por isso, o receio de que haja evasão e, com isso, a substituição de especialistas por médicos generalistas ou recém-formados no atendimento pediátrico.