A irmã de José Carlos Bernardo de Campos, trabalhador rural que morreu após ser picado por uma cobra cascavel, denunciou que os médicos não quiseram dar o soro antiofídico durante o atendimento, em Piracanjuba, no sul de Goiás. O homem buscou ajuda médica por duas vezes, mas o tratamento foi negado, segundo ela: “Foi negligência mesmo”. Os dois profissionais da saúde foram afastados. “Eu liguei para eles lá na hora. Eles falaram que iam aplicar o soro. Eu falei: ‘Pede aos médicos’, e o médico estava junto, ‘pede ao médico para aplicar o soro antiofídico, que é o primeiro passo’. Aí eles falaram que iriam aplicar, mas não aplicaram, e não quiseram aplicar. Eles falaram que não, que não havia necessidade, que não precisava”, disse Neide Fátima de Campos, em entrevista à TV Anhanguera. A prefeitura informou em nota que comunicou o ocorrido ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CREMEGO), ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e à Vigilância Sanitária Estadual.