Na decisão que determinou a prisão preventiva - sem prazo determinado - de 36 pessoas investigadas na Operação Narco Fluxo, nesta quinta-feira (23) o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho menciona que a Polícia Federal entregou "provas concretas" dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. O caso levou às prisões dos funkeiros Ryan Santana dos Santos (o MC Ryan SP), Marlon Brendon Couto da Silva (o MC Poze do Rodo), de Raphael Sousa Oilveira - dono da página Choquei, uma das maiores de entretenimento do país - e de outras 29 pessoas. A investigação aponta a existência de uma organização criminosa sofisticada para lavagem de dinheiro de apostas e rifas ilegais, que teria movimentado R$ 1,6 bilhão. O valor aproximado que teria saído das contas de apostadores, vítimas de rifas ilegais, de repasses feitos por facções criminosas e de depósitos em espécie não identificados, e depositado nas contas dos investigados, é de R$ 790 milhões.