A Justiça negou o pedido do tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) Renyson Castanheira Silva para que o inquérito envolvendo a morte do piloto Felipe Ramos Morais, de 35 anos, e dos mecânicos de aeronaves Paulo Ricardo Pereira Bueno, de 36, e Nathan Moreira Cavalcante, de 22, fosse considerado definitivamente arquivado, evitando, assim, que fosse analisada a denúncia apresentada em abril pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contra ele e o coronel Edson Luís Souza Melo Rocha, conhecido como Edson Raiado. Ambos são acusados de triplo homicídio. A abordagem policial que resultou nas mortes foi em 17 de fevereiro de 2023. Felipe era ex-membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava jurado de morte pela facção criminosa após delatar lideranças, ajudar na apreensão de ativos financeiros do grupo e passar a colaborar como informante da Polícia Federal. Ele tinha uma empresa de transporte aéreo. Nathan e Paulo Ricardo eram mecânicos de aeronaves sem passagem pela polícia e nem eram alvo de qualquer investigação. Na época, a Polícia Civil chegou a investigar a possibilidade de envolvimento do trio com o tráfico de drogas, mas arquivou o inquérito sem encontrar nada. A chácara estava sendo usada para manutenção de dois helicópteros de Felipe e outro de um empresário.