O juiz Enyon Fleury de Lemos, da 5ª Vara Criminal de Goiânia, recebeu ontem a denúncia oferecida pelo Ministério Público na semana passada contra 16 pessoas por 79 crimes praticados na gestão do Hospital Araújo Jorge e deu prazo de dez dias para que os réus apresentem resposta à acusação. A denúncia concluiu que até quimioterápicos eram fracionados. Servidores do hospital contaram em depoimentos que a redução, em alguns casos, chegava a 10% dos medicamentos injetáveis. A principal denunciada é a médica Criseide Castro Dourado, ex-presidente de ACCG, que foi denunciada por 14 crimes, que vão de formação de quadrilha, peculato por desvio, apropriação, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O ex-secretário de Saúde de Goiânia, Paulo Rassi, e um assessor também foram denunciados, por suspeita de envolvimento em uma fraude que beneficiou uma distribuidora de medicamentos e por dispensa ilegal de licitação.