A Justiça mandou a Prefeitura de Goiânia cancelar o contrato com o Consórcio Limpa Gyn e abrir em até 60 dias uma nova licitação para o serviço de coleta de lixo na capital. A juíza Simone Monteiro, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos, considerou inadequado o critério de julgamento utilizado pela administração municipal para selecionar o vencedor da concorrência pública que originou o contrato, provocando um efeito cascata que levou à determinação de anulação do mesmo. A magistrada deu até 12 meses para o Paço Municipal fazer o processo de transição entre os serviços prestados pelo consórcio e o próximo contratado. A licitação anulada foi realizada em 29 de dezembro de 2023 e o contrato com o consórcio – no valor de R$ 470,3 milhões por dois anos – foi assinado em março do ano seguinte, ainda na gestão do prefeito Rogério Cruz. Em 2024, a licitação chegou a ser anulada pela Justiça, mas a decisão foi derrubada logo em seguida. Na época, os questionamentos eram similares aos que levaram a essa nova decisão. O que muda é o proponente da ação que resultou na ordem para que a concorrência fosse anulada: em 2024, foi uma empresa do Rio de Janeiro que não participou da licitação; agora foi o deputado estadual Mauro Rubem (PT).