O Governo de Goiás, a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) têm o prazo de dois anos para apresentar um plano integrado destinado a solucionar as questões relacionadas à titularidade e à propriedade das terras do território do Quilombo Kalunga. O prazo começa em fevereiro de 2026. A determinação consta de decisão da Justiça Federal, da qual ainda cabe recurso. O desafio se concentra nas terras devolutas do governo estadual e nas desapropriações que devem ser conduzidas pelo Incra. A decisão da Justiça Federal ainda determina que, depois de apresentado o plano, o Estado terá até quatro anos para implementar as medidas necessárias à regularização e à transferência definitiva da titularidade das terras devolutas situadas no território Kalunga para a Associação Quilombo Kalunga (AQK). Nesse mesmo intervalo, caberá ao Incra finalizar os procedimentos administrativos destinados à titulação das demais áreas que integram o território tradicional.