O imbróglio que envolve Prefeitura de Goiânia, população vizinha, técnicos independentes e entidades ambientalistas em torno do destino de 48 árvores condenadas em laudo da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (27). Uma decisão liminar proferida pelo Juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Goiânia, obtida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) determinou a suspensão imediata do corte das unidades arbóreas do Parque Lago das Rosas. Na semana passada, o prefeito Sandro Mabel (UB) assinou ordem de serviço para o início das obras de requalificação da unidade ambiental, com a construção de pet places, academias ao ar livre e outros espaços – o que, por si só, já envolveria a supressão de algumas árvores para dar lugar às estruturas. Um parecer técnico da Amma, após vistoria na área do parque, recomendou, ao todo, o corte de 48 árvores, a maioria por fim de ciclo biológico e acometimento de pragas. Na quarta-feira (20), as máquinas começaram a trabalhar de acordo com o laudo, e duas árvores Ficus de grande porte foram ao chão, abrindo um clarão na paisagem. Frequentadores do parque expuseram imagens da operação nas redes sociais, gerando comoção e protestos, o que culminou com uma manifestação no domingo (24) pela manhã.