Luzanir e sua família têm 54 matrículas de propriedades rurais. Ao todo, são cerca de 2,6 mil hectares em que produzem grãos e carne para exportação, buscando conciliar seus ganhos com a preservação do que consideram o verdadeiro patrimônio: a terra e a água de onde vem sua prosperidade. Jerônimo tem o cuidado de deixar as milhares de matrizes do rebanho e suas crias sempre longe das margens do rio de sua fazenda e perto de alguma sombra, para não sofrerem tanto com o calor. O zelo pelas matas e pelos bichos ele aprendeu com o pai, de quem herdou também o traquejo de pecuarista. Ambos cumprem a legislação ambiental e vão além do que se pede nela. Ambos são exemplos de gente do campo em Goiás que já se deu conta da nova conjuntura. É que, vivendo já o status da emergência climática, mais do que desejável, tornou-se fundamental buscar o êxito no agronegócio respeitando o tempo e os limites do meio ambiente. Luzanir Luíza de Moura Peixoto e Jerônimo Volpato fazem parte de um grupo ainda pequeno, mas que necessariamente terá de se multiplicar entre os grandes produtores rurais brasileiros: aqueles que entendem que não basta mais apenas obedecer às frações legais de reserva e áreas de preservação permanente (APPs) – é preciso implementar rapidamente medidas de sustentabilidade muito mais arrojadas.