O inquérito que apurou o assassinato da professora Danielle Dias de Paula, de 46 anos, pelo marido, o mecânico Lindomar Dias dos Santos, de 48, mostra o investigado como um homem bastante ciumento e controlador, que se comunicava muito pouco, não gostava de falar sobre a mulher e sobre o ambiente familiar e que recentemente já havia manifestado a pessoas próximas ter cogitado se matar por causa de “pensamentos estranhos”. Porém, ao menos para amigos e familiares ouvidos pela Polícia Civil, Lindomar nunca demonstrou agressividade. Danielle foi morta com três tiros, um no peito, outro na nuca e outro na cabeça, todos disparados pelo mecânico, que se matou em seguida com um tiro na cabeça. Isso aconteceu na tarde do dia 1º de março, um sábado, em Aparecida de Goiânia. A arma – um revólver calibre 44 – fazia parte de uma coleção que ele usava para caçar com amigos. Apesar de o crime ter pegado familiares e amigos de surpresa, alguns deles relataram que nos últimos dias a professora vinha sofrendo maior pressão por parte do marido após manifestar mais intensamente a vontade de se separar.