O Ministério Público de Contas (MPC) deu parecer favorável para que o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) conceda medida cautelar suspendendo a redução no repasse de recursos do Tesouro Municipal para a folha de pagamento dos profissionais credenciados que atuam na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia e determinando que a prefeitura se abstenha de reduzir plantões, escalas, horários, unidades ou serviços essenciais da rede municipal de Saúde em razão do novo limite fixado pela Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) para a transferência de valores usando esta fonte. O pedido de medida cautelar integra uma petição feita pela vereadora Kátia Maria (PT) após a notícia de que em 26 de agosto a Sefaz encaminhou um ofício para a SMS informando que o recurso do Tesouro Municipal para este tipo de pagamento cairia de R$ 10 milhões para R$ 4 milhões a partir de setembro. Posteriormente, a pasta da Fazenda passou a negar o corte, dizendo que houve um desencontro de informações e argumentando que fez apenas um pedido para que a Saúde municipal otimizasse a busca por outros tipos de recursos para este tipo de despesa e conforme fosse conseguindo o repasse do tesouro seria gradativamente reduzido até o patamar de R$ 4 milhões.