Luiz Carlos Barreto (Reprodução / Academia Brasileira de Cinema) Quando Luiz Carlos Barreto nasceu, em Sobral, no Ceará, em 1928, apenas três em cada dez crianças chegavam a completar um ano de vida. Ele dizia que tinha sido um desses três. E a persistência parece lhe ter feito bem. Não apenas se tornou um produtor de cinema, como persistiu, desde os anos 1960, como o mais longevo e um dos mais importantes produtores de cinema no Brasil. Barreto, ou Barretão, como era chamado por amigos e adversários, morreu na madrugada desta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, deixando uma obra monumental, em títulos como "Vidas Secas", "Terra em Transe", "Dona Flor e seus Dois Maridos", entre tantos outros. A informação foi confirmada por sua filha, Paula Barreto. Barreto, que estava internado no Hospital Copa Star, havia sofrido um acidente há dois anos e quatro meses e estava paraplégico desde então.