A morte da ativista Sabrina Bittencourt, que denunciou João de Deus por crimes sexuais e chegou a acusá-lo de tráfico internacional de crianças (alegação que nunca foi comprovada), foi mencionada nos chamados “arquivos do Caso Epstein”, conjunto de documentos, imagens e vídeos divulgados no âmbito das investigações envolvendo Jeffrey Epstein (1953-2019). O bilionário estadunidense é acusado de comandar um esquema de tráfico e abuso sexual de jovens, muitas delas menores de idade. O documento em questão cita um e-mail, enviado em 29 de dezembro de 2020 — mais de um ano após a morte de Epstein —, em que o nome do emissor e do destinatário da mensagem aparecem borrados. Por isso, não é possível saber quem enviou e quem recebeu o correio eletrônico. Entretanto, o assunto do e-mail é: “Woman who accused John of God cult leader of rape mysteriously killed herself at Spanish” (“Mulher que acusou líder da seita João de Deus de estupro morre misteriosamente em casa na Espanha”, em português).