A médica veterinária Cláudia Escalhão, pioneira nos testes do efeito da polilaminina em cães com lesões na medula, defendeu que a cobertura midiática sobre os estudos com a molécula deve deixar mais claro que o funcionamento, seja em animais ou humanos, depende de fatores múltiplos. “Nem todas as pessoas vão se beneficiar, mas algumas vão. Nem todos os cachorros vão ser incluídos, mas alguns vão. E a mídia, às vezes, vende o milagre. Isso não é milagre. Isso é pesquisa”, disse. A pesquisa fez parte da sua tese de doutorado, defendida em 2015, e orientada pela bióloga Tatiana Sampaio na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que lidera a pesquisa da polilaminina na instituição há mais de 25 anos. Na época, 4 dos 11 animais tratados com a molécula voltaram a andar. Outros 3, entre 6 tratados com células-tronco, também apresentaram melhoras.