Principal novidade nos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, a conclusão, pela Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), de que o ex-presidente foi vítima da ditadura é motivo de divergência entre as herdeiras do político mineiro. O cinquentenário do desastre automobilístico se completa neste sábado (22). Naquele domingo de 1976, JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, morreram depois que o Opala que os conduzia na via Dutra se desgovernou e foi atingido por uma carreta que trafegava em sentido oposto. Na época, o inquérito oficial concluiu que se tratou de um acidente –o Opala teria perdido o controle pela colisão com um ônibus. Desde a década passada, entretanto, novas investigações revelaram falhas e omissões da apuração conduzida pela ditadura. A mais recente, que compila milhares de páginas de documentos e se baseia sobretudo num inquérito do Ministério Público Federal concluído em 2019, foi um relatório da CEMDP, que reconheceu JK como vítima de "morte não natural, violenta, causada pela perseguição política do Estado brasileiro". A reabertura do caso e seu desfecho foram revelados pela Folha de S.Paulo.