Ao menos nove brasileiros se submetaram à morte assistida na Suíça entre 1998 e 2025, segundo dados da Dignitas, organização suíça que presta assistência a pessoas que desejam morrer. O país é o único que aceita estrangeiros sem qualquer tipo de barreira para o suicídio assistido — quando o próprio paciente aciona o mecanismo, diferentemente da eutanásia, em que um médico administra a substância letal. Apesar do baixo número — o total de brasileiros representa 0,22% dos mais de 4.100 casos atendidos pela Dignitas no período —, nos últimos anos foi registrado um aumento na quantidade de pessoas que buscaram a organização: 6 dos 9 casos aconteceram entre 2023 e 2025. A Alemanha lidera a lista histórica, com 1.462 casos entre 1998 e 2025, seguida por França (654) e Reino Unido (651). Existem outras organizações do gênero na Suíça, como Lifecircle e Pegasos — embora nem todas aceitem estrangeiros —, o que sugere que o número real de brasileiros que já buscaram morte assistida no país pode ser maior.