De repente, enfermeiras passam a ocupar o lugar de amigas, poltronas viram camas improvisadas e surge um novo vocabulário repleto de nomes técnicos e siglas. Aprende-se, às pressas, a lidar com tubos e fios ligados ao corpo do filho. Reconhece-se a chegada de um problema pela mudança no som das máquinas. Ficam para trás o trabalho, a rotina e o convívio familiar. Esse é o cenário comum às mães de crianças e adolescentes ouvidas pelo POPULAR que, diante de diferentes problemas de saúde, passam semanas — às vezes meses — ao lado dos filhos dentro de hospitais. Pelo quarto ano seguido, Sara Renata de Oliveira Lima, de 28 anos, passará o Dia das Mães no hospital, ao lado de Luiza Sophia, de 9, atualmente internada no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. Mesmo diante dos dias difíceis ao lado da filha, ela ainda consegue enxergar alguma beleza na data. “Costumam passar pessoas dando flores pra gente. O ruim é ficar longe da minha mãe e do meu outro filho”, conta.