Lançada na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Tiradentes, primeira ação de gestão do governador Daniel Vilela na área da Segurança Pública, reforça o policiamento ostensivo com mil homens a mais nas ruas diariamente em Goiás, sendo 400 deles apenas no patrulhamento da Região Metropolitana de Goiânia. Na ocasião, houve a entrega de veículos, armamentos e munições de diversos calibres, além de 129 armas de eletrochoque. “O foco neste mês de abril é colocar mais segurança nas ruas, com a presença ostensiva e abordagens em todo o Estado. A gente já passou pela fase da sensação de segurança. O desafio agora é diminuir ainda mais os índices criminais, que já estão bem reduzidos”, explicou o secretário estadual de Segurança Pública, o coronel Renato Brum,Conforme adiantado pela coluna Giro desta sexta-feira (10), a operação será viabilizada por meio do pagamento de horas extras e envolverá os comandos de 22 regionais da Polícia Militar e suas unidades especiais, como Cavalaria, Batalhão de Choque e Rotam. Também haverá participação das polícias Civil e Penal.A tática é a presença policial visível, com abordagens a pessoas e veículos suspeitos, além de estabelecimentos comerciais. “Só de ver a polícia na rua, um eventual infrator evita qualquer tipo de ação”, explica o secretário.Questionado sobre os casos recentes de crimes no Centro de Goiânia, onde quatro pessoas em situação de vulnerabilidade foram mortas de forma violenta em apenas três dias nesta semana, o secretário afirmou que o problema envolvendo a população de rua é muito mais uma questão social do que de segurança pública. “Ali tem que ser um trabalho de pegar essas pessoas, dar assistência, arrumar tratamento, abrigo”, diz.Ele destacou que foram fatos isolados, aparentemente sem ligação entre si. Em um dos crimes, um homicídio com arma de fogo na Rua 68, o suspeito foi preso poucas horas depois. O caso, segundo Brum, foi desvendado por meio das câmeras com o uso de inteligência artificial. “O veículo estava sem placa, mas, pelas características como modelo e cor da moto, chegamos até a casa dos suspeitos”, diz. Segundo ele, ainda neste ano o Estado deve chegar a mais de 5 mil câmeras com o uso de IA.Entre os novos equipamentos, o secretário destacou as armas de eletrochoque. A compra atende a uma recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para reduzir a letalidade policial. “É uma opção para o policial não usar arma letal em situações de pessoas com surto, por exemplo, ou de alguém que esteja agressivo. É o chamado uso da força progressiva.”Também apontou as melhorias no Batalhão Ambiental, com a chegada de sete motos náuticas visando a temporada do Araguaia, além de reforçar a segurança nos diversos rios e lagos de Goiás. “A gente não tinha uma frota própria. Agora conseguimos, graças ao MP, através de um termo de ajuste e conduta”, comemorou.Fases seguintesBrum afirma que a operação contará com diferentes fases nos meses seguintes. “Ao longo do mês de maio, nós vamos pedir em juízo medidas cautelares. O alvo é prender foragidos da Justiça e pessoas que romperam a tornozeleira eletrônica. Nós também vamos atrás de pessoas que estão descumprindo medidas protetivas, para combater a violência contra a mulher”, adianta. Para o mês de junho, o planejamento é realizar ações de bloqueios nas ruas.A Operação Tiradentes foi lançada em evento na Academia da PM na manhã desta sexta-feira. O nome da ação é uma homenagem ao patrono da Polícia Militar. Entre as principais entregas estão 336 carabinas, 7 jet skis, 26 armas de eletrochoque e outros veículos para a PM. A Polícia Civil recebeu 174 fuzis israelenses e 103 armas de eletrochoque. Já a Polícia Penal recebeu mais de 2 mil pistolas. O investimento teve um custo total de R$ 28 milhões.“Nosso propósito, determinação e compromisso é continuar avançando, inovando, trazendo tecnologia e equipando cada vez mais os nossos policiais. Goiás nunca viveu um momento de integração institucional como vive hoje”, disse o governador.