Afastada, no começo de abril, da gestão do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), a Sociedade Beneficente São José (SBSJ) recebeu, no dia 10 de junho, R$ 11,9 milhões por serviços prestados sem cobertura contratual. O valor equivale a um acréscimo de aproximadamente 29% ao total que foi pago para a entidade no período em que ela ficou à frente do HMMCC, entre o fim de agosto de 2025 e março de 2026. O contrato da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com a SBSJ foi rompido porque, segundo a secretaria, a entidade não cumpria seus compromissos contratuais, principalmente em relação à escala médica e à manutenção do estoque de medicamentos. Uma semana após a autorização do pagamento ter sido assinada pelo titular da SMS, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) rejeitou o relatório de prestação de contas apresentado pela SBSJ mostrando o que fez enquanto administrou o Célia Câmara. Entre os pontos rejeitados, o parecer do conselho aponta “divergências entre metas pactuadas, produção assistencial apresentada e informações registradas nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde” e diz que a entidade recebeu o valor na totalidade do Termo de Colaboração, “mesmo não cumprindo as metas do Plano de Trabalho”.