Balões, flores, cartazes, cesta de frutas e muitos abraços. Em clima de festa, o padre ortodoxo Rafael Magul foi recebido com festa no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, na tarde desta sexta-feira (12), após passar 12 dias no Líbano, 10 deles sob ataque de Israel. A alegria ao lado de familiares, amigos e de crianças atendidas por um projeto social da Igreja Ortodoxa contrastava com o clima vivenciado nos dias anteriores, em meio a bombardeios, destruição, apreensão e o que ele chama de “guerra psicológica”. “Estão querendo fazer uma nova Gaza no sul do Líbano”, diz o padre, em referência ao território destruído por Israel por conta da luta contra o grupo armado islâmico Hamas. Magul viajou para o Líbano para defender sua tese de mestrado no Instituto de Teologia da Universidade de Balamand. De descendência sírio-libanesa, o clérigo, que é argentino, vivenciou pela terceira vez uma guerra no território libanês. “Apesar de ter sido a terceira vez, a sensação não deixa de ser de susto e incerteza.”