O projeto de lei elaborado pela prefeitura de Goiânia que institui o Morar no Centro, programa que prevê uma ajuda de custo de até 50% do aluguel e isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para que pessoas se mudem para imóveis abandonados no bairro, teve ressalvas em parecer elaborado pela Procuradoria Geral da Câmara Municipal. Entre as observações, a necessidade de deixar bem definido já na proposta em discussão os requisitos de acesso ao programa e o valor do benefício a ser pago. O projeto prevê que estes detalhes viriam por decreto municipal a ser elaborado pela administração após a aprovação do programa. O Morar no Centro é um projeto que visa triplicar a ocupação da região central por meio de ajuda de custo para aluguel de imóveis que estejam sem uso há pelo menos um ano ou terem sido adaptados para servir de moradia. A intenção é levar até 3 mil famílias para o bairro e, para isso, a prefeitura disponibilizou R$ 24 milhões para o primeiro ano do programa, o que dá uma média de R$ 800 por mês para cada família cadastrada, incluindo aí a isenção do IPTU. O projeto foi protocolado em 31 de março e se juntou a outros em uma crise entre o prefeito Sandro Mabel e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o vereador Luan Alves (MDB) relativa à velocidade de tramitação das propostas.