O prazo para emissão do título de eleitor termina nesta quarta-feira (6), e o Brasil parece caminhar para o registro do pior índice de participação de adolescentes de 16 e 17 anos em uma eleição presidencial desde ao menos 2014. Em 2022, mais de 2,5 milhões de jovens de 16 e 17 anos haviam solicitado a emissão de seus títulos de eleitor até o mês de maio. Já em 2026, projeção do Instituto Lamparina e do movimento GirlUp Brasil com base nos dados mensais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que entre 1,44 milhão e 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos devem se cadastrar para votar até o final do prazo. O número representa cerca de 27,6% da população de adolescentes destas idades no país, o que fica abaixo dos percentuais registrados em 2014 (33,7%), 2018 (31%) e 2022 (41,2%). Os dados usados na projeção da Girl Up Brasil são de jovens que solicitaram seus títulos até maio de cada ano eleitoral. O dado consolidado pelo TSE de eleitores aptos a votar nesta faixa etária é sempre um pouco diferente porque desconsidera aqueles eleitores que solicitaram o título aos 17 anos, mas completaram 18 anos antes do primeiro turno, em outubro.