Pouco mais de seis anos após a primeira condenação por abuso sexual, em dezembro de 2019, as penas do ex-líder religioso João de Deus foram reduzidas para menos da metade após uma série de recursos. Somadas, as 18 ações contra ele, que se apresentava como médium, resultaram em uma pena de 489 anos e 4 meses de prisão por estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Entretanto, o julgamento de recursos em 15 delas derrubou o número para 214 anos e um mês. A Folha de S.Paulo entrou em contato na manhã desta quarta-feira (7) com o advogado Anderson Van Gualberto, que atua na defesa de João de Deus, mas não obteve retorno. Gualberto se manifestou em uma publicação nas redes sociais, na qual disse que a defesa vai “prosseguir e aguardar o pronunciamento final da Justiça brasileira”.