Um levantamento conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), finalizado em agosto e publicado no periódico científico Digital Water deste mês, analisou as condições ambientais e a ocupação do solo ao longo do Ribeirão Anicuns, em Goiânia. O mapeamento aéreo feito a partir de drones revelou a presença de 139 edificações destinadas a usos residencial, comercial e/ou industrial dentro da faixa protegida de 100 metros de área de proteção permanente (APP), segundo indica o Plano Diretor de Goiânia. O estudo indica que a distribuição dessas ocupações varia ao longo do rio, registrando uma alteração quase completa da zona ripária – faixa de solo e vegetação situada diretamente ao longo das margens de corpos d’água – no trecho de jusante, área que concentra elevada densidade urbana e um histórico antigo de ocupação na cidade. Além das construções, o levantamento identificou 92 pontos de assoreamento no leito do ribeirão, 12 pontos de erosão fluvial nas margens e 28 locais de descarte inadequado de resíduos sólidos.