A Operação Resgate pode ter vazado no momento em que a Justiça solicitou segurança ao decretar a prisão de 17 policiais militares suspeitos de atuar em grupo de extermínio em Goianira, na região metropolitana de Goiânia. Reportagem da edição de domingo do POPULAR mostrou, com exclusividade, que a ação da Polícia Civil contra a suposta organização criminosa vazou às vésperas de ser deflagrada. Ligações telefônicas interceptadas com autorização judicial, conforme divulgado, revelam o desespero dos suspeitos no dia anterior à prisão. A juíza do caso, Viviane Atallah Costa, se negou a conceder entrevista. A magistrada recebeu ordem do presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Ney Teles de Paula, e da corregedora -geral de Justiça do Estado, Nelma Branco Ferreira Perilo, para não se pronunciar sobre o caso, segundo a assessoria de comunicação do órgão. Responsável por chefiar a segurança dos magistrados no Judiciário goiano, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) William Pereira disse que a Polícia Civil é que tem de apontar quem vazou a operação. “Se houve o vazamento, tem de prestar esclarecimento é quem está fazendo as escutas, para que haja procedimento e apurar como vazou”, afirmou. Para o delegado-geral da Polícia Civil, João Gorski, o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), que também encabeçou a Operação Resgate, já começou a investigar a origem do vazamento. “Já estamos apurando isso”, acentuou.-Imagem (Image_1.343026)