A Polícia Civil de Inhumas concluiu não ter havido nenhum crime na troca de bebês descoberta pelos pais de ambos os recém-nascidos em novembro do ano passado. No inquérito encaminhado semana passada à Justiça, o delegado Miguel da Mota Leite Filho afirma que a identificação dos bebês foi feita de forma correta pelo hospital e que houve uma confusão por parte de uma técnica de enfermagem na hora de entregar os recém-nascidos a seus pais. Porém, tal erro não pode ser enquadrado dentro de alguma tipificação no Código Penal, segundo ele. Uma das famílias manifestou indignação com o resultado das investigações. O caso veio à tona em novembro do ano passado, depois que a recepcionista Yasmin Kessia da Silva, de 23 anos, e Cláudio Alves, de 30, descobriram por meio de um exame de DNA durante o processo de separação que não era deles o bebê que levaram do Hospital da Mulher de Inhumas após Yasmin ter passado por um processo de parto em 15 de outubro de 2021. Após uma rápida apuração, antes de acionar a Polícia Civil, Yasmin e Cláudio descobriram que o recém-nascido poderia ser de Isamara Cristina Mendanha, de 26 anos, e de Guilherme Luiz de Souza Silva, de 28. Os bebês nasceram praticamente no mesmo horário, um às 7h35 e o outro, 14 minutos depois.