Dois meses antes de renovar o contrato com o regional de Goiás do Serviço Social da Indústria (Sesi) para cuidar das perícias médicas dos servidores municipais por R$ 8,56 milhões, a prefeitura de Goiânia recebeu um parecer da Procuradoria Especializada de Assuntos Administrativos (Peaa) da Procuradoria Geral do Município (PGM) contrário à medida. No documento, a Peaa/PGM pondera sobre o posicionamento contrário à prorrogação e alerta que haveria tempo suficiente para a administração municipal reestruturar a Junta Médica Oficial e, assim, não depender dos serviços prestados pelo Sesi. O POPULAR mostrou no dia 2 de abril que a prefeitura renovou o contrato com um desconto de 5% em relação ao valor original, que era de R$ 9 milhões, e com a alegação de que seria um serviço transitório e complementar ao que já vem sendo prestado pela Junta Médica Oficial. Documentos que o jornal obteve após a publicação da matéria indicam que tanto a redução no valor como o destaque para o tipo de serviço prestados pelo Sesi foram acrescentados à minuta do termo aditivo de prorrogação faltando três dias para o fim do contrato, após um parecer do procurador-geral do Município, Wandir Allan. Neste despacho, Wandir deixa de acatar a recomendação da Peaa.