A prefeitura de Goiânia espera conseguir um acréscimo de mais de R$ 300 milhões na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) após a atualização da base cartográfica e do cadastro imobiliário urbano e rural municipal. O POPULAR apurou que a área edificada pode ter um salto de 23%, passando de 101,64 milhões de metros quadrados para 125,08 milhões de metros quadrados, caso se confirmem os dados levantados pelo mapeamento por aerofotos concluído no primeiro semestre. Desde junho, a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) tem notificado contribuintes cujos imóveis apresentaram alterações e inconsistências em relação ao cadastrado. A Sefaz se recusa a compartilhar o resultado do levantamento feito pela Topocart - Topografia, Engenharia e Aerolevantamentos, empresa de Brasília (DF) contratada no final de 2024 por R$ 28,78 milhões para este serviço. Desde junho, O POPULAR tenta obter informações sobre o total de notificações de aumento e redução da área construída, entre outros detalhes. O valor da estimativa de incremento na arrecadação de IPTU consta em um documento que embasou a contratação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) por R$ 6,2 milhões para o envio das notificações. Já o aumento da área edificada foi apurado pelo jornal.