Quatro unidades de pronto atendimento (UPAs) de Goiânia devem ter os editais de licitação lançados ainda em 2026. Três delas correspondem à construção de novos prédios que irão substituir unidades de urgência já existentes, atualmente em más condições. A quarta prevê a retomada e a conclusão das obras da UPA Guanabara, que hoje se encontra abandonada. Na edição deste final de semana, O POPULAR mostrou que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia que precisam de atendimento de urgência se deparam com unidades em condições precárias, superlotação — com pacientes aguardando atendimento em pé — e uma verdadeira via-crúcis por diferentes locais para realizar exames simples, como raio X e hemograma. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) defendeu que a atual superlotação das urgências de Goiânia tem explicação multifatorial, que combina desde a sazonalidade de doenças, com o avanço dos casos de gripe, até um problema crônico relacionado à infraestrutura das unidades de saúde. “É uma rede de 1980, 1990. Unidades ultrapassadas, que não dão conta da capacidade atual”, esclareceu Frank Cardoso, assessor técnico da secretaria.