Dois meses depois de conseguir da Justiça a permissão para que mantenha por 120 dias o envio de chorume produzido no aterro sanitário municipal para a estação de tratamento de esgoto (ETE) da Saneamento de Goiás (Saneago), no Setor Goiânia 2, às margens do Rio Meia Ponte, a Prefeitura de Goiânia entrou com recurso para que o prazo fique em aberto até que se consiga “finalizar com absoluta segurança ambiental” a transição no tratamento desse material, um líquido altamente poluente resultante da decomposição de resíduos orgânicos. A Prefeitura argumenta, no recurso protocolado pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), que está empenhada em buscar uma solução para o problema; que contratou de forma emergencial uma empresa para fazer o tratamento do chorume de forma adequada; que o novo método começou a ser implantado ainda no começo de janeiro; mas que o período dado pela Justiça se mostrou insuficiente para que esse processo seja finalizado de forma segura. Não é dito de quanto tempo a mais a empresa precisa para concluir a implantação do novo tratamento.