Goiânia possui atualmente um passivo habitacional acumulado com estimativa de aproximadamente 40 mil unidades residenciais em situação de irregularidade fundiária urbana. Sob a justificativa de insuficiência técnica e operacional própria, a Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab) conseguiu aprovação do Paço para realizar a contratação do Instituto Fucape de Tecnologias Sociais, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) do Espírito Santo. O plano de trabalho aprovado estabelece a execução de um projeto de desenvolvimento institucional em regularização fundiária urbana (Reurb), com um valor global de R$ 21.857.800,00 e prazo de vigência de 48 meses. A contratação prevê dois eixos integrados. O primeiro é a realização de 60 horas de capacitação teórica para até 28 servidores da Sehab e a execução assistida abrangendo até 40 mil lotes distribuídos pelas 11 macrorregiões administrativas da capital. O processo foi estruturado por dispensa de licitação, sob argumento da contratação direta de instituições sem fins lucrativos voltadas ao ensino, pesquisa e desenvolvimento institucional. No entanto, o processo sofreu contestações por parte da Procuradoria-Geral do Município (PGM).