A prefeitura de Goiânia quer tentar convencer a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) a liberar por mais 180 dias o envio de chorume do aterro sanitário municipal para a estação de tratamento e esgoto (ETE) da Saneamento de Goiás (Saneago), no Setor Goiânia 2, às margens do Rio Meia Ponte. Conforme O POPULAR revelou no dia 30 de dezembro, o recebimento do efluente - um líquido altamente poluente resultante da decomposição de resíduos orgânicos – pela Saneago foi interrompido há 28 dias e se acumula nas lagoas de contenção do aterro sem ter uma destinação adequada. Relatórios e documentos elaborados pelos órgãos municipais envolvidos na operacionalização do aterro apontam para risco ambiental e sanitário “de magnitude excepcional” caso a ETE não volte a receber o chorume. O fechamento do aterro não resolveria a situação, pois o efluente continuaria sendo produzido por anos pelo lixo já depositado no local. E a empresa que está sendo contratada de forma emergencial para tratar do material precisaria de pelo menos 60 dias para começar a mostrar resultados significativos. Em seis meses, a prefeitura diz ser capaz de tratar do chorume a ponto de poder despejá-lo diretamente em um manancial sem risco de contaminação.