Eleita com unanimidade por meio de votação interna, a psicóloga Beth Fernandes ocupa agora a cadeira de presidente do Conselho Municipal de Direitos da Mulher (CMDM). A resolução foi publicada ontem, 16, no Diário Oficial. Estimular, apoiar e desenvolver o debate das condições de vida das mulheres na capital goiana e fiscalizar e exigir o cumprimento dos direitos assegurados às mulheres são algumas das competências do conselho. "Estamos vivendo politicamente um cenário em que temos diversas trans eleitas vereadoras em todo País. Nós não temos trans na Câmara Municipal de Goiânia, mas temos trans fazendo política na cidade", aponta Beth. Psicóloga e mestre em Saúde Mental pela Universidade de Campinas (Unicamp), a goiana é presidenta da ONG Astral, coordenadora do projeto Casulo e membro do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap). "Pensar o momento político agora é pensar em resistência. É gratificante saber que fui eleita com unanimidade por todas as conselheiras para estar na presidência", destaca a psicóloga. Em sua carreira como pesquisadora, Beth já escreveu diversos livros relacionados às pesquisas voltadas à gênero e sexualidade, como Orientação Sexual e Identidades de Gênero: Repensando Conceitos (2015, Engegraf Gráfica e Editora) e Tráfico de Pessoas e Mobilidade Urbana (2018, Correio do Livro UNB). Uma das competências do Conselho Municipal de Direitos da Mulher é exercer as atribuições definidas em lei quanto à investigação e à apuração de delitos contra as mulheres. Também foca no funcionamento de delegacias especializadas em seu atendimento específico. "Nesse momento de pandemia, vivemos uma série de problemas não só de saúde mental das mulheres, mas a violência tem crescido muito. Precisamos assegurar a integridade da mulher em Goiânia", reflete.