Quatro profissionais de saúde que aparecem como prestadores de serviço na prestação de contas de uma organização da sociedade civil (OSC) sem fins lucrativos a qual recebeu R$ 1,9 milhão de emendas impositivas de vereadores de Goiânia em 2024 negam que tenham executado o serviço citado no documento. Outro profissional afirma que trabalhou no convênio, mas que recebeu apenas uma parcela ínfima do que lhe é devido. Além disso, relatórios a que O POPULAR teve acesso indicam que o Centro de Gestão Integrada (CGI), entidade beneficiada com o valor acima, terceirizou 100% do trabalho que se comprometeu a fazer, o que é vetado pela Prefeitura. O CGI usa o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) de uma entidade criada em 2015 e que por seis anos atuou na área de educação e tecnologia. A atual diretoria tomou posse entre janeiro e julho de 2024, sendo que entre 2022 e 2023 não estão claras quais foram as atividades desenvolvidas pela instituição. Foi a partir de 2024 que o CGI começou a ser beneficiado com emendas impositivas na área da saúde, mesmo não tendo nenhuma experiência no setor até então. No primeiro ano, recebeu R$ 1,92 milhão; no ano passado, mais R$ 5,58 milhões; e, para 2026, estão previstos até o momento cerca de R$ 3,2 milhões.