No país, 21,62% da população prisional exerce algum tipo de atividade laboral, segundo os dados mais recentes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça. Esse número não se limita às pessoas que estão em unidades prisionais: inclui aquelas que cumprem pena em prisão domiciliar, com ou sem monitoramento eletrônico. Só entre os detidos em unidades prisionais, o percentual sobe para 26,43% —mais da metade da população dessas unidades tem entre 18 e 34 anos, faixa etária economicamente ativa. Os dados, com o retrato até o fim do ano passado, saíram em um relatório em maio deste ano. A dificuldade continua depois da prisão. O ingresso em um trabalho esbarra em preconceito, falta de qualificação e resistência de empregadores. Governo nomeia mais de 400 policiais penais; veja lista