Aos 16 anos, a empreendedora Ariane Lima Correia começou a fumar narguilé nas festas que frequentava com os amigos. Ela não tinha o aparelho em casa, mas diz que quase sempre alguém levava um para os encontros. "Se a gente estivesse numa rodinha de dez pessoas, tinha no mínimo três narguilés", conta. As sessões se estendiam até que o efeito começasse a aparecer. "Fumava tanto que dava uma tontura, baixava a pressão." Mais tarde, o cigarro eletrônico também entrou nessa rotina. O consumo se concentrava principalmente nos fins de semana e estava associado a encontros com amigos, muitas vezes junto com o próprio narguilé. "Nunca fumava em casa, mas quando eu saía à noite, sim", diz. Ariane faz parte de uma geração que teve no narguilé uma das primeiras formas de contato com o tabaco e a nicotina e acompanhou a expansão dos vapes entre os jovens. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, neste sábado (29), médicos ouvidos pela reportagem alertam que o consumo social ou restrito aos fins de semana também faz mal.