O corte do mogno brasileiro do antigo Casarão da Rua 20, no Centro, iniciado no sábado (7) pelas equipes da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), atraiu a atenção de moradores da região e de transeuntes que passavam pelas proximidades da árvore de cerca de 30 metros de altura. Muitos deles conseguiram obter partes da madeira, considerada nobre, para fazer itens diversos, como tábuas de corte e artesanatos, ou até mesmo para guardar como recordação parte do exemplar histórico de 67 anos que será retirado. Plantado no fim da década de 1950 no local que hoje abriga a Casa de Memória da Justiça Federal em Goiás, o mogno foi condenado à extirpação no ano passado. A decisão foi tomada após pareceres da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e da Universidade Federal de Goiás (UFG), que apontaram comprometimento estrutural da árvore, com risco de queda, diante de sinais como presença de galhos mortos, brocas, insetos e indícios de cavidades no tronco. Assim, a retirada foi marcada para o dia 28 de fevereiro e, posteriormente, adiada para este fim de semana.