A revisão do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto intensificou o debate sobre a possibilidade de mineração no território que abrange seis municípios do Nordeste goiano. Criada para aliar a preservação da biodiversidade da Chapada dos Veadeiros com a promoção do desenvolvimento sustentável, a área do maior remanescente de Cerrado nativo de Goiás também abriga, em seu subsolo, grande diversidade de riquezas minerais, apresentadas em uma reunião no último fim de semana. Embora conselheiros tenham rejeitado, na ocasião, a exploração de minérios como ouro, manganês e terras raras, o debate tem ganhado as redes sociais devido a preocupação de ambientalistas com o futuro da região. Ao todo, 12 grupos de trabalho discutem a revisão do plano de manejo, documento que define o que pode ou não ser feito na APA. A reunião do grupo de trabalho sobre mineração com o Conselho Consultivo da APA de Pouso Alto (Conapa) foi realizada na sexta-feira (8) e no sábado (9), em Colinas do Sul. Na ocasião, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Governo de Goiás (Semad) apresentou um guia aos conselheiros, com dados do sistema Cadastro Mineiro da Agência Nacional de Mineração (ANM), mostrando que, até 14 de dezembro de 2025, havia 496 requerimentos minerários para a APA, dos quais 59% estão em fase de autorização de pesquisa. O protagonismo é dos 185 pedidos referentes à exploração de ouro.