O projeto de lei aprovado por unanimidade pela Câmara de Goiânia prevendo que a Prefeitura desse um auxílio de R$ 5 mil a mulheres vítimas de violência para compra de arma de fogo foi vetado parcialmente pelo prefeito Sandro Mabel (UB) justamente nessa parte, assim como nos trechos que obrigavam o município a financiar cursos de defesa pessoal, treinamento para uso de arma e auxílio para aquisição de dispositivos não letais. No dia 10 de março, O POPULAR mostrou que o programa, batizado de Escudo Feminino, poderia armar até 175 mulheres nos próximos três anos, caso fosse sancionado em sua totalidade. O veto parcial atinge, na íntegra, 18 dos 28 artigos do projeto de lei e, parcialmente, outros 3. Havia uma expectativa sobre qual seria o posicionamento do prefeito, que no dia 9 havia dito à TV Anhanguera apenas que seria necessário estudar a constitucionalidade e a viabilidade do projeto e que havia muitos questionamentos a serem feitos, sugerindo a possibilidade de um caminho alternativo, mas sem detalhá-lo. No mesmo dia, o titular da Procuradoria-Geral do Município (PGM), também à TV, afirmou que não havia sido identificada nenhuma inconstitucionalidade. Desde então, a PGM deu três pareceres com algumas divergências entre eles.