A Saúde de Goiânia não tem recursos suficientes em emendas parlamentares para bancar o pagamento dos profissionais credenciados até o fim do ano, caso seja mantido o corte de R$ 6 milhões mensais do Tesouro Municipal destinados a essa finalidade. Dos R$ 27,7 milhões em emendas de bancada e de comissão empenhados até agora - modalidades que podem ser utilizadas para esse tipo de despesa -, R$ 14,1 milhões já foram pagos, restando R$ 13,5 milhões a receber, caso todo o montante seja quitado ainda este ano. Para compensar a redução dos repasses do Tesouro e garantir os pagamentos até dezembro, seriam necessários ao menos R$ 24 milhões em recursos de emendas. No início desta semana, O POPULAR mostrou que a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) reduziu de R$ 10 milhões para R$ 4 milhões os recursos do Tesouro Municipal destinados ao pagamento dos profissionais credenciados da rede pública de saúde de Goiânia. A redução de R$ 6 milhões mensais, válida a partir deste mês, prevê que despesas com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares em saúde não concursados possam ser custeadas com recursos de emendas parlamentares federais, estaduais e municipais. Em resposta à Sefaz, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) demonstrou preocupação com a medida e com os possíveis impactos da redução sobre a assistência à saúde.