Um memorando enviado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) à Sociedade Beneficente São José (SBSJ), nesta segunda-feira (30), cobrando um plano de contingência em relação ao Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) – que vive nova crise –, aponta que a secretaria já sabia que a organização social (OS) não vinha executando integralmente os serviços contratualizados, mantendo oferta reduzida. Mesmo assim, em fevereiro, o termo de colaboração entre o poder público e a OS foi aditivado. Nesta terça-feira (31), os atendimentos de urgência da unidade foram comprometidos após pediatras, obstetras e ginecologistas se recusarem a continuar trabalhando com a empresa contratada pela SBSJ. O corpo clínico da unidade já havia enviado uma nota sobre o assunto às direções da SBSJ e da Célia Câmara e aos demais órgãos de controle e fiscalização competentes, no domingo (29), cobrando providências para uma transição ordenada e a continuidade dos serviços médicos na unidade. Os médicos reclamam de atrasos nos pagamentos, além de falta de insumos na unidade.