O departamento jurídico da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) de Goiânia afirmou não haver impedimentos legais para conceder o reajuste retroativo ao início do contrato da pasta com a Construtora Goiana de Pavimentação e Mineração (CGPM). No final do mês passado, a prefeitura de Goiânia prorrogou por mais um ano a ata de registro de preço (ARP) vencido pela empresa para fornecimento de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), material usado em pavimentação de vias públicas. O contrato - avaliado originalmente em R$ 25,64 milhões e com vencimento em maio - foi feito a partir da adesão da Seinfra a esta ata. Um dos argumentos da prefeitura usou para renovar a ata foi justamente o da vantajosidade econômica por causa dos preços oferecidos pela empresa. O POPULAR mostrou no dia 7 de abril que uma semana após concordar com a prorrogação da ata, a empresa entrou com o pedido de dois reajustes, um relativo a março de 2025 e outro a março deste ano. E isso tanto no valor da ata como no do contrato assinado em maio do ano passado pela Seinfra. A CGPM alega que o valor original foi estimado em março de 2024 e tanto o contrato como o edital da licitação que resultou na ARP previa o reajuste um ano depois.