Após três meses de Sandro Mabel (UB) à frente da Prefeitura de Goiânia, a rede de atenção psicossocial (Raps) ainda opera com gargalos importantes. Cerca de 2 mil pacientes esperam consulta com um psiquiatra no Ambulatório Municipal de Psiquiatria, no Jardim América. A unidade não tem sequer um sistema informatizado para o acompanhamento dos prontuários. Além disso, a maioria dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), essenciais ao funcionamento da rede, funciona em locais alugados e sofre com problemas graves de infraestrutura. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a gestão quer estruturar a Raps para “garantir o acesso a cuidados de saúde mental de maneira humanizada, contínua e resolutiva”. A gestão afirma que já contratou profissionais, vistoriou unidades e renegociou dívidas de aluguel, além de prometer redirecionar pacientes em fila para consulta com psiquiatras e de pleitear com o governo federal a construção de novas unidades.